sexta-feira, 22 de abril de 2011

PÁSCOA

PÁSCOA

Tempos atrás escrevi sobre a Páscoa de Ostera, uma festa pagã, entre povos romanos e gregos, que marcava a passagem do inverno para a primavera; das trevas para a luz, um período também conhecido como o equinócio da primavera.

A festa de Páscoa, no entanto, além de ser o mais pastoril dos rituais existentes em Israel e, ao mesmo tempo, é o mais próximo dos sacrifícios realizados pelos antigos árabes (o

nde não havia a intervenção sacerdotal), não possuindo, portanto, relação direta com o altar, mas tendo importância fundamental no rito de sangue. Ainda, segundo os estudiosos, o sacrifício realizado com animal novo, durante o período da Primavera, ia de encontro às crenças de obtenção maior fecundidade da terra e do rebanho, ao mesmo tempo em que existia a crença de que o sangue colocado sobre os batentes das portas, ou sobre as armações das tendas, afastaria os poderes maléficos do exterminador.

Existem ainda muitos outros detalhes que encontramos, e que acentuam a crença de que se trata de uma festa de origem nômade. Seja como for, no entanto, a Páscoa judaica, foi instituída por DEUS, para demarcar um novo tempo na vida do povo de Israel.

Já havia 430 anos de cativeiro, e a situação era cada dia pior. Os judeus se lamentavam e sofriam do jugo que lhes era imposto, porém DEUS, ainda que eles não reconhecessem, estava ao lado de seu povo. Providenciando suprir todas as necessidades dessa multidão de pessoas, que em pouco tempo se tornariam uma Nação.

Aquele povo, porém, necessitava aprender a confiar em DEUS. Enquanto os egípcios, e demais povos da região, tinham diversos deuses, os hebreus tinham apenas um DEUS, poré

m tratava-se de um DEUS Vivo e Verdadeiro; o DEUS que havia criado todas por Sua vontade pessoal; portanto, o DEUS Criador e Todo Poderoso.

Para que DEUS se desse a conhecer para os hebreus, e para todos os demais povos da Terra, o SENHOR envia Moisés a Faraó e endurece o coração deste para, através das dez pragas, derrotar os deuses do Egito.

Porém, manda que seu povo mate um cordeiro de um ano e que o sangue seja passado em “ambas as ombreiras e na verga da porta” (Êx. 12.7), para que “o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito” (Êx. 12.13).

O fato é que, devido ao sacrifício do cordeiro, o evento passou a ser associa

do à idéia de expiação, apesar de que a intenção primeira era comemorar a libertação do jugo e da escravidão no Egito. A Páscoa judaica, portanto, era considerada uma das principais festas de Santa Convocação, quando todo povo era chamado a participar e todos se uniam em torno do mesmo propósito de adoração ao DEUS LIBERTADOR.

Também a Páscoa cristã, assim como a judaica, deve ser considerada como uma das principais e mais importantes data a ser comemorada.

Isso porque Jesus se fez em nosso cordeiro pascal, que foi crucificado, morto e sepultado para que, pelo sangue derramado sobre nossas vidas, pudéssemos ser reconciliados com DEUS e pudéssemos ter vida plena e abundante. Afinal, foi na Páscoa que Jesus venceu a morte, ressuscitou e nos deu vida, juntamente com Ele. Em Jesus, tornou-se realidade a Palavra da profecia, que diz: “O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apr

egoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram” (Is. 61.1, 2).

A Páscoa cristã é o símbolo de vida, de vida eterna, conquistada pelo próprio Deus, que se fez homem, morrendo “uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito,” (cf. I Pe. 3.18).

Hoje, enquanto a maioria das pessoas comemora a Páscoa comendo ovos de chocolate nós, que fomos escolhidos e chamados a conhecer da verdade, comamos também, mas com a certeza de que somos salvos.

Tenhamos alegria e júbilo, porque somos livres. Mas sem esquecer que fomos comprados, e, portanto, somos escravos. E como servos devemos nos portar “com temor durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (I Pe. 1.17- 19).

SOMENTE A DEUS SEJA DADA A GLÓRIA!!!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

RELENDO A IMPOTÊNCIA DE DEUS

RELENDO A IMPOTÊNCIA DE DEUS

Neste último final de semana recebi um pequeno “puxão de orelhas” de alguém que muito amo, por conta do artigo “A Impotência de Deus”.

Mesmo sabedora de que eu estava usando de ironia; sua preocupação foi por conta das muitas pessoas que não me conhecem e, por isso mesmo, podem vir acreditar que aquilo realmente é meu pensamento.

Não! Eu não creio que DEUS esteja impotente, cansado, deprimido, ou qualquer outra coisa do gênero.

Eu tenho certeza da SOBERANIA ABSOLUTA DO ALTÍSSIMO DEUS, criador do céu e da terra. Como diz em I Cr. 29.11, 12: “Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força.”.

É nesse DEUS maravilhoso que eu creio, e a Ele dou minha vida. É a esse DEUS majestoso que eu devoto meu amor e minha adoração. A esse Deus único, e ao mesmo tempo Trino, que se fez homem, para morrer numa cruz; mas vencer a morte e ressuscitar ao terceiro dia, para resgate e redenção de todo aquele que crê n’Ele (cf. Jo. 3.17).

Sei que Ele não precisa de mim, porque Ele mesmo se basta. Mas eu preciso d’Ele, porque sem Ele estarei perdido em meus pecados e mazelas. Necessito d’Ele para me abrigar contra o mal e ter forças nos momentos de dificuldades.

Eu creio em um DEUS que realmente é poderoso e que com apenas um sopro pode destruir o Mal (cf. II Ts. 2.8) e que ainda é presente e atuante junto à sua criação e às suas criaturas. Um DEUS que tudo controla e nada lhe escapa das mãos.

Amo esse DEUS! E o mais interessante: foi Ele mesmo quem colocou esse amor em meu coração!

Amo esse DEUS! Porque Ele me amou primeiro e por Sua decisão me deu um novo nascimento, através de seu Santo Espírito (cf. Jo. 3.3).

Por isso dou graças a Ele, que me permitiu poder crer n’Ele e me deu o dom da fé (cf. I Co. 12.9).

E sei que, por conta desse amor (d’Ele por mim) posso dizer como o apóstolo Paulo: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou. Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm.8.28-39).

Espero ter desfeito qualquer mal entendido. E mais uma vez quero agradecer a minha amada filha Nádya Luana, que sempre zelosa, percebeu meu enorme deslize.

SOMENTE A DEUS A GLÓRIA!!!!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A EUROPA PRECISA DE NÓS!

“Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza.” Efésios 4.19

Há poucos minutos atrás, ao ler uma notícia no YAHOO, fiquei com sentimentos divididos. Divididos entre a incredulidade e a misericórdia.

Devemos admitir que dia após dia os jovens, especialmente os desta geração, têm se esmerado na arte da autodestruição. Isso acontece, principalmente, pela falta de DEUS nos corações dessa juventude, e isso não é exclusividade dos países em desenvolvimento.

A Europa, que nos séculos XVIII e XIX era o berço do evangelho de Cristo e exportador de missionários, hoje está à beira do ceticismo e do ateísmo.

O relativismo moral tomou conta das igrejas e as pessoas passaram a encarar o próprio evangelho pelo prisma da relatividade, descartando os versículos que ensinavam sobre arrependimento e condenação. E passaram a crer em uma verdade relativa, descartando a Verdade Absoluta, que está em Cristo.

O humanismo adentrou pelas portas das igrejas européias, e sentou-se, confortavelmente, entre seus fiéis, que decidiram que o homem era o centro, e que podiam experimentar todas as coisas, esquecendo que “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.” (I Co. 10.23).

A moderna sociedade européia decaiu de tal forma, em sua moral, que hoje chegamos ao cúmulo de ver estampada uma notícia dizendo que jovens alemães têm embebido absorventes internos em vodka para poderem se embriagar.

É absurdo pensar que jovens de pouca idade, alguns com apenas 14 anos, estejam fazendo algo tão prejudicial a própria saúde. Não consigo entender (e nem imaginar) qual seja a satisfação que tal atitude possa dar aos seus praticantes, a não ser o de “estar sendo mais espertos” que seus pais, professores ...

Ao ler Efésios 4.19 fica um gosto amargo na boca, um aperto no coração e ficam duas certezas:

1ª Na verdade proclamada pelo Senhor em Gn. 8.21, que diz: “porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice.”

2ª Na verdade proclamada em I Co. 10.12, que diz: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.”

A Europa está doente e necessitada da Palavra de Deus. A Europa está sem Deus, e precisa do Evangelho. A Europa necessita de nós, o povo de Cristo.

(A esdrúxula matéria saiu em http://meme.yahoo.com/thaispontes/p/E0RYb4h/?cid=brtd/)

SOLI DEO GLORIA!

quinta-feira, 31 de março de 2011

A impotência de Deus

Preciso confessar que estou muito preocupado com Deus, não consigo imaginar como Ele tem se sentido diante de tantos reveses que lhe tem acontecido. Tenho até pensado em conseguir-lhe alguns antidepressivos pois, quem sabe, esse estado letárgico em que se encontra seja devido a uma profunda depressão, causada pela impossibilidade de agir conforme sua deliberação pessoal.

Não tenho conseguido atinar como Deus esteja se sentindo diante da catástrofe no Japão, sem que tenha podido fazer nada para deter aquela tsunami, nem os tremores de terra que se seguiram, sacudindo e abalando todo o Japão.

Pobre Deus!

Como deve estar angustiado diante das milhares de vitimas que foram para o inferno sem ter tido uma chance de ouvir falar da Sua Palavra e de seu grande amor.

Porém, seu sofrimento não esta focalizado apenas no Japão, afinal, a Líbia também disputa sua atenção com sangrentas batalhas entre o povo e o ditador Kadafi (aquele agente de Satanás), que tem feito coisas que até Deus duvida.

Minha enorme preocupação se deve ao fato que sabermos que Deus esta dando o seu melhor, mas Sua vontade não pode prevalecer sobre o homem e nem sobre a natureza.

Deus não tem podido fazer mais até mesmo porque sua infindável luta contra Lúcifer, e suas hostes, lhe têm consumido toda atenção. O diabo e seus seguidores têm conseguido espalhar a fome, a discórdia, as guerras, a pornografia, a pedofilia e tantas outras coisas nefastas entre o povo, com tanto sucesso, que creio que Deus esteja se sentindo perdido e sem forças para revidar aos ataques do diabo.

Parece que Deus está necessitando de nossa ajuda e apoio para salvar o mundo e a nós mesmos. Para que Ele se sinta “menos pior” devemos aceitar sua salvação e o sacrifício de seu Filho. Pois sabemos que Deus Pai propôs a salvação de toda raça humana, que o Deus Filho morreu para salvar todos os homens e que o Deus Espírito Santo age no homem para sua salvação; e como só uma pequena parcela da humanidade parece admitir se associar a Deus. E diante de toda a situação até aqui exposta temos que Deus Pai está frustrado, Deus Filho absolutamente insatisfeito e Deus Espírito Santo completamente nocauteado e derrotado (falando em Espírito Santo: um determinado professor de teologia, inclusive, falou à classe que o Espírito Santo, ao que parece é o mais delicado e necessitado de cuidados dos outros dois. Não sei o que pensar diante dessa afirmativa, mas fico desconfiado).

Por isso, mais uma vez clamo a todos os homens de boa vontade para que aceitem a salvação

de Deus e entendam que as forças do Criador estão se esgotando. Ainda mais, por favor, busquem colaborar com o Senhor por um mundo e uma vida melhor para todos, afinal de contas, Jeová está muito cansado, provavelmente esteja estressado e não pode fazer tudo sozinho.

Mas, cuidado!!! Não se esqueça que DEUS não deixa escarnecer ...

SOMENTE A DEUS A GLÓRIA!!!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

BBB X BOM SENSO

BBB X BOM SENSO

Creio que estou em crise. Digo isso porque não consigo admitir como normal, pessoas que se dizem cristãs, e ao invés de buscarem Deus através da oração, da leitura da Bíblia, ou qualquer outra coisa que seja edificante e possa fortalecer o caráter cristão, passam o dia em um computador para assistir o BBB.

Não consigo entender o que possa prender a atenção de alguém nesse espetáculo dantesco, onde cada um busca se sobressair aos demais para poder vencer. E o que é pior, a amizade de hoje será a rivalidade de amanhã; a aliança formada hoje será desfeita de acordo com as conveniências pessoais e do momento, para poder ganhar o prêmio maior.

Este é um programa contraditório, onde seus participantes se entregam a todo tipo de desejos sem nenhum constrangimento ou remorso. Um programa onde, muitas vezes, o sexo é um passaporte para continuar no jogo. Um programa de baixo nível e nenhuma edificação pessoal.

É por isso que não consigo entender que alguém consiga perder metade de seu dia sentado diante de um computador para assistir ao BBB; porém, pior ainda, é saber que esse alguém é cristão. E que ao invés de ganhar seu dia fazendo algo realmente útil (seja para o Reino de Deus, ou para si mesmo), perde seu tempo assistindo a um lamentável espetáculo do vale tudo pela fama e pelo dinheiro.

É lamentável tudo isso.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

SUBMISSÃO DA MULHER. Isso vale para os dias de hoje?

SUBMISSÃO. Isso vale para os dias de hoje?

Se há um texto, nas Sagradas Escrituras, que tem suscitado enormes controvérsias e criticas, especialmente por parte das mulheres

em geral e das feministas em particular, sem dúvidas esse texto está em I Pe. 3: 1- 6; nele encontramos a seguinte afirmação:

“Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa, ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor. Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio marido, como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma.”

Geralmente se diz que o texto em questão está ultrapassado, e que hoje a mulher ocupa um espaço que naquele tempo ela não podia ocupar por conta do enorme machismo que existia. Mas hoje em dia é diferente e a submissão feminina ficou ultrapassada pelo tempo e pelas conquistas da mulher; afinal, nos dias de hoje, e desde o século XIX, a mulher vem lutando e conquistando novos espaços, até chegar à nossa atualidade, onde a mulher está par a par com o homem.

Se de fato houve um momento em que a sociedade se tornou absolutamente machista e corporativista em favor do homem, como de fato existiu, devemos entender que à mulher sempre foi reservado um papel de destaque. Busquemos o auxílio da própria Escritura Sagrada para entender isso:

Em Gênesis, nos capítulos 1 e 2, temos a descrição de como foram criadas todas as coisas, mas a partir do versículo 18, do capítulo 2, ficamos sabendo como e porque se deu a criação da mulher. Em Gn. 2:18 lemos: “Disse mais o SENHOR Deus: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.”. A palavra “auxiliadora” (‘ezer), significa ajuda, ou socorro; sendo procedente de “‘azar” que tem por significado “ajudar, socorrer, apoiar, aquele que ajuda”; portanto, o texto nos mostra, que a mulher não foi criada para ser inferior ao homem, tanto que em Gn. 1:27 diz:“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”. Devemos, no entanto, salientar que, apesar de ambos haverem sido criados a imagem e semelhança de Deus, o homem foi criado do pó da terra, enquanto a mulher foi criada a partir de uma costela tirada do homem (por isso é que o apóstolo Paulo, ao comentar com relação ao véu, diz: “Porque, na verdade, o homem não deve cobrir a cabeça, por ser ele imagem e glória de Deus, mas a mulher é glória do homem. Porque o homem não foi feito da mulher, e sim a mulher, do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem. Portanto, deve a mulher, por causa dos anjos, trazer véu na cabeça, como sinal de autoridade.” - I Co 11: 7-10; prosseguindo o texto, no entanto, o Apóstolo ressalta: “No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher. Porque, como provém a mulher do homem, assim também o homem é nascido da mulher; e tudo vem de Deus.” - I Co. 11: 11-12).

Retornando ao livro de Gênesis, devemos recordar que no relato em 1:28 diz: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.”. Devemos lembrar, sobretudo, que quando DEUS deu a ordem “dominai”, no hebraico “kabash” (subjugar, dominar, forçar, manter dominado, aprisionar), não falou apenas ao homem, mas aos dois, ao homem e a mulher. E essa é a constatação de que os fez iguais, sem distinção e em igualdade. Porém, o capítulo 3 de Gênesis, faz com que isso mude.

O capítulo 3 fala da entrada pecado e da queda do homem, quando chega no versículo 18 encontramos o Senhor dizendo à mulher: “Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará.”. Neste ponto há uma ruptura com toda a manifestação de paz e alegria antes existente. Sabemos que o pecado trouxe o sofrimento e que o homem, ao transgredir a Palavra de Deus, trouxe maldição sobre si e sobre tudo que havia sido criado: “E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.” (Gn.3: 17-19).

Assim vemos que, por conta de uma desobediência, o homem teve suprimido o direito de um trabalho menos laborioso, ao contrário foi-lhe acrescentado a fadiga. E a mulher lhe foi dado o sofrimento durante a gravidez e pior, o Senhor disse à Eva: “e ele te governará.”; no hebraico, “mashal”, que tem o significado de governar, ter domínio, reinar. Portanto, vemos que de fato, à mulher foi colocado a sergovernada, dominada pelo homem, pelo seu homem.

Entretanto, não lhe foi tirado ser a auxiliadora do homem, e assim vemos em Pv.31:10- ss, o comportamento que deve ter a mulher virtuosa e que entre os deveres da mulher está a administração dos bens da família: “Administra os bens de sua casa e não se entrega à preguiça” (Pv.31:27 – Almeida século 21). A Bíblia nos conta histórias de mulheres que ficaram em pé de igualdade com os homens e até mesmo superaram a força masculina com sua perspicácia e inteligência. Porém, ainda assim, à mulher foi recomendado que estivesse em submissão à seu marido.

No texto em questão, a palavra “submissão” é a tradução do vocábulo grego “hupotasso”, que quer dizer:“organizar sob, subordinar, sujeitar, colocar em sujeição, obedecer, submeter ao controle de alguém.”; é, também, um termo militar grego que significa "organizar [divisões de tropa] numa forma militar sob o comando de um líder". Em uso não militar, era "uma atitude voluntária de ceder, cooperar, assumir responsabilidade, e levar uma carga". Por isso não há dúvidas que a submissão exigida no texto não é algo ultrapassado, assim como nossa condição de pecadores não é ultrapassada por nossa própria vontade.

Porém a submissão exigida no texto não é algo devida ao marido apenas porque ele é homem, ou porque ele seja superior a mulher. Como já vimos em I Co. 11: 11,12 - “No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher. Porque, como provém a mulher do homem, assim também o homem é nascido da mulher; e tudo vem de Deus.”. Ou seja: perante Deus todos somos iguais, independente do sexo.

Oras a submissão, a rigor, é colocar tudo o que se tem (entendimento, conhecimento, opiniões, sentimentos, energia) à disposição de uma pessoa que exerce autoridade sobre outra. É ter obediência a essa autoridade, ao mesmo tempo em que é uma atitude da vontade particular e pessoal de cada indivíduo.

Assim, a mulher, deve entender que a submissão que a esposa deve ter por seu marido não é exatamente por ele ser seu marido, mas especialmente por ser uma serva de Deus, obediente e submissa à sua vontade de seu Senhor e, em conformidade com a sua Palavra.

Devemos verificar, também que o texto diz: “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas” e a palavra “igualmente” aparece, também, no versículo 7, o que estabelece que assim como a mulher se submete ao marido, ele deve-lhe compreensão e honra. E ao mesmo tempo, esse texto, remete-nos ao princípio geral de submissão ao governo e às autoridades (cf. I Pe. 2:13; Rm 13:1-5) e lembrando que tudo deve ser feito como para o próprio Senhor (cf. Cl. 3:23-24).

Portanto, assim como o homem deve submissão às autoridades governamentais, por serem a “cabeça” da Nação; como devemos submissão aos nossos pastores, por serem nossas autoridades eclesiásticas, as mulheres devem ser submissas aos seus maridos (como ao Senhor), já que ele foi constituído como cabeça da mulher (cf. Ef. 5:22); a palavra usada por Paulo foi “kephale”, que indica que com a perda da cabeça se destrói a vida, ou seja: uma palavra frequentemente usada em frases relacionadas com a pena capital e extrema; ao mesmo tempo é uma palavra usada de forma metafórica para designar algo supremo, principal, proeminente (por exemplo Cristo em relação à Igreja).

Ainda que as feministas continuem apontando contra os textos bíblicos que falam da submissão, devemos ter claro que o sentido não será modificado e mesmo contra a vontade delas, esses versículos não deixarão de existir. Entretanto, não podemos deixar de mencionar que desde Aristóteles (séc. IV a.C.) as relações familiares sempre foram pautadas de acordo com óbvios interesses de demonstrar que o cabeça do lar tinha o direito de governar a família e seus escravos, dominando de forma absoluta. Porém, na ótica apresentada por Deus, através dos apóstolos Paulo e Pedro, está em que a dominação, antes exercida pelos homens poderia ser trocada pela intensidade do amor de Cristo que estava derramado em suas vidas e que eles poderiam distribuir em forma de cuidados para com aqueles que estavam aos seus cuidados.

E Paulo, em Ef. 5:22-32, vai mais longe mostrando como devem se desenvolver os relacionamentos familiares; mostrando que, ainda que o homem seja o líder e a mulher lhe deva submissão, ao homem cabe a responsabilidade de amar de forma intensa (o exemplo que Paulo propõe é o do próprio Senhor entregando sua vida em favor de sua Igreja – cf. Ef. 5 25).

Porém, e acima de tudo, foi para a mulher cristã que os textos foram escritos. Foi para

a mulher que por livre vontade e grata aceitação se colocará sob os cuidados e a liderança de seu marido, como se fora diretamente para o Senhor Jesus.


SOMENTE A DEUS A GLÓRIA!!!!





terça-feira, 25 de janeiro de 2011


E lá se vão 9 meses e dez dias desde minha última postagem. Falta de assunto? Falta de interesse? Falta de vontade?

Com certeza posso dizer: NÃO! NÃO! E NÃO!

Então por qual (is) motivo (s) não mais escrevi?

Teria sido enfermidade? Ou quem sabe ...

Não importa quais sejam os motivos, mas a verdade é que muitos projetos que eu planejara com cuidado, acalentara com carinho e guardava em meu coração foram ficando pelo meio do caminho, perdidos, adormecidos ou esquecidos.

Não é hora de chorar, ou de lamentar. No entanto, a hora é propícia para recomeçar, quem sabe desarquivar velhos planos, retomar aqueles que foram deixados para trás e, se der tempo, resgatar aqueles que haviam sido descartados pelo meio do caminho. Quem sabe despertar os sonolentos e lembrar dos esquecidos?

Porém, o mais importante é que talvez este seja o momento mais oportuno para o retorno.

Lógico, que se esta for a vontade de DEUS. Afinal, que tudo seja feito para a

GLÓRIA DE DEUS!!!!!