segunda-feira, 9 de maio de 2011

FALSOS PROFETAS DE UM NOVO TEMPO

FALSOS PROFETAS DE UM NOVO TEMPO

Os tempos mudaram muito. A tempos atrás a televisão, especialmente a TV Globo, não falava dos evangélicos; hoje fala, tá certo que grande parte das vezes é na área policial, mas isso é apenas um detalhe.

Tá certo! Eu sei que isso não é legal, mas ...

 Eu também sei que muitas vezes se fala do envolvimento dos evangélicos na política; o único problema é que geralmente a notícia trata sobre algum escandalo de corrupção, mas isso é apenas outro detalhe.

Nos escandalizávamos com todos os artificios corruptos do PT e, para nosso desgosto, apareceu em rede nacional um deputado evangélico orando em gratidão (?) a Deus pela propina que estava recebendo (sic).

Achávamos que era o cúmulo essa história de dolares na cueca. Pois é, apareceram alguns “abençoados” que colocaram alguns milhares de dólares em uma Bíblia. Achamos vergonhoso que políticos enriqueçam através de maracutaias, contudo temos alguns “líderes” que são proprietários de haras. O pior é que volta e meia, infelizmente, ficamos sabendo que missionários são obrigados a retornar do campo por falta de condições para se manter.

Ainda pior é ver uma pesquisa que mostra que a média de oferta missionária, por evangélico brasileiro, é inferior a uma coca-cola (já ouvi um pastor confessar que ele pagava mais pela ração de seus cães, do que sua contribuição com oferta missionária). Contudo, existem alguns líderes evangélicos investindo em aviões particulares, ou alugando limusines.

É triste vermos que, na realidade, é o nome de Cristo que está sendo enxovalhado por seus escândalos; isso porque, normalmente, são homens e mulheres que se levantam reinvidicando, para si mesmos, autoridade sobre o povo de Deus e se afirmam “profetas do Altíssimo”.

São homens e mulheres que, ao mesmo tempo em que se denominam como “servos” de Deus, se auto proclamam como bispos, apóstolos, “pai”póstolos, patriarcas.  

São homens e mulheres que se dizem “servos”, mas apenas se servem dos fiéis e os comandam com mãos de ferro. São lobos querendo cuidar das ovelhas. São “pastores que se apacentam a si mesmos”.

Dizem que são “servos de Deus”, no entanto proclamam uma intimidade tão grande com o Altíssimo que chegam a “dar ordens” ao Senhor.  Como se a pedra pudesse ordenar, ao escultor, como ela deve ser esculpida. São “servos” que se importam mais com números e cifras, do que com vidas e salvação.

São pastores que não pastoreiam que não tiram os carrapichos do pecado e nem curam as feridas da dor. São pastores que não pastoreiam. Que ao invés de levar o rebanho para águas tranquilas, guia as ovelhas para o abismo.

São pastores que não pastoreiam. Que ao invés de levar as ovelhas a comer em pastos verdejantes, as envenena dando-lhes parras bravas.

Realmente, os tempos mudaram! Hoje, os evangélicos, já não são mais símbolos de moralidade e confiança.

Hoje, os evangélicos, podem ser equiparados a qualquer outro grupo religioso, com seus trambiqueiros, manipuladores, vigaristas e até mesmo falsários. Porque existem aqueles que falsificam até mesmo a Palavra de Deus, direcionando-a de acordo com sua a conveniência pessoal.

E existem aqueles que falsificam a Palavra de Deus ridicularizando o Espírito Santo, são pessoas que assumem o púlpito e, ao invés de pregar a Palavra de Deus, ficam, dando risadas, imitando animais, engatinhando, transformando, de forma demonica, o culto a Deus em um espetáculo circense. São pessoas que, dia após dia, confundem a cabeça do povo falando da necessidade em ter determinadas experiências “sobrenaturais” que as pessoas provavelmente nunca terão.

São pessoas que pregam o evangelho sem a cruz; o perdão sem a conversão; a conversão sem o arrependimento. São pessoas que pregam um Cristo Salvador, mas não pregam ao Cristo SENHOR.

E faz com que lembremos da frase de A. W. Pink, que diz: “Não perguntamos: ‘Cristo é seu Salvador’, mas: ‘É Ele, real e verdadeiramente, seu Senhor?’ Se Ele não for seu Senhor, então, com a mais absoluta certeza, Ele     não é seu Salvador”. 

Pregam a necessidade de mudanças, de atualização com os tempos modernos e, contanto que suas igrejas estejam cheias, não se importam que o mundo entre nas igrejas; não se importam que “pequenos” vícios, se transformem em grandes pecados dentro da igreja.

Porém, com todo temor que isso se nos impõe eu ouso falar de forma profética: Eis que assim diz o Senhor “Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap. 22.20).

E afirmo que quando Ele vier, esses falsos profetas, com certeza, ouvirão do Senhor: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” ( Mt. 25.41);

E tenho essa convicção fundamentada porque “assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu estou contra os pastores e deles demandarei as minhas ovelhas; porei termo no seu pastoreio, e não se apascentarão mais a si mesmos; livrarei as minhas ovelhas da sua boca, para que já não lhes sirvam de pasto. Porque assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei. Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que encontra ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; livrá-las-ei de todos os lugares para onde foram espalhadas no dia de nuvens e de escuridão.” (Ez. 34. 10-12).


SOMENTE A DEUS SEJA DADA A GLÓRIA!!!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Deus misericordioso ou perverso

Deus misericordioso ou perverso

Dia após dia temos escutado verdadeiros atentados contra a soberania, a misericórdia e o amor de Deus. São inúmeras as palavras lançadas para minar a crença em um Deus benevolente, longâmino e misericordioso.

Existem aqueles que têm “pregado” que ainda que Deus faça alguma promessa, se a pessoa não fizer por merecê-la poderá morrer sem receber sua benção. Afirmam que o homem tem livre arbítrio para decidir se aceitam, ou não, a promessas de Deus (sic).

Com isso esses “pregadores” têm colocado em xeque tanto a misericórdia, quanto a soberania de Deus, além de dizer que Deus não cumpre com sua Palavra.

  • Segundo esses “pregadores”, Deus, de forma perversa, não cumpre sua Palavra a partir do momento em que, ainda que tenha feito uma promessa, deixa o homem esperando algo, que de certa forma Ele já sabe que não vai acontecer – isso se acreditarmos que Ele é onisciente. Ou eles não leram, ou não se importam que na Bíblia esteja escrito que: “Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta.” (Hb.6.18); e também não sabem que: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” (Nm.23.19).

  • Segundo esses “pregadores”, Deus não tem poder suficiente para fazer o homem mudar o rumo de sua vida e o rumo de suas atitudes. Isso acontece porque não conseguem reconhecer a Soberania, a Majestade e a Autoridade do DEUS CRIADOR e TODO PODEROSO. Esses “pregadores”, até agora, não conseguiram entender que não há quem possa dizer ao Senhor o que Ele deve fazer. Ainda não conseguiram entender o que o Senhor diz em Jó 39.4: “Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.”, nem entendem o que Jesus diz em Mc.12.24: “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?”.

Na verdade, não importa o que esses “pregadores” pensam ou deixem de pensar; porque na verdade eles nada sabem. Eles não conseguem entender coisas simples como “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.” (Is.55.8). Não conseguem entender que “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim.” (Lm. 3.22).

São fariseus que fazem Jesus repetir mais uma vez: “Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes.” (Mt.12.7). E que não sabem que “Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou” (Ef. 2.4).

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terça-feira, 3 de maio de 2011

ANABATIZAÇÃO DA IGREJA CRISTÃ

ANABATIZAÇÃO DA IGREJA CRISTÃ

A atual Igreja cristã, nesses últimos tempos, tem realizado uma impressionante leitura com relação à realidade do Cristianismo em todas as épocas. A esse fenomeno, Samuel Escobar, um dos fundadores da Fraternidade Teológica Latino Americana (FTL), deu o nome de “anabatização” do protestantismo de nosso continente.

O nome dado tem menos a ver com o fato do rebatismo dos católicos romanos, ou ortodoxos, e mais com a própria doutrina ideologica que se propagou da “apostasia da igreja”.

Desejo ressaltar que tal idéia é comum a grande parte das denominações protestantes e evangélicas, não sendo exclusividade desta ou daquela denominação; pelo contrário, inclusive às igrejas históricamente reformadas tem caído nesse laço pernicioso que conduz ao equivoco de considerar como erro maligno tudo aquilo que ocorreu, na igreja, desde a morte do apóstolo João e até a reforma preconizada pelo frei Martinho Lutero. Com isso, se joga na lata de lixo, algo como 15 séculos de história e avanços.

Mais que isso: se aceitassemos como fato real que tudo o que a igreja fez, durante todo esse tempo até Lutero, foi errado e que isso fez com que se afastasse de sua pureza original, teríamos que admitir como verdade, também, que durante quinze séculos o Espírito Santo não agiu no seio da igreja. Invalidando, assim, a palavra do SENHOR, que nos diz que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja (cf. Mt. 16.18).

Se admitirmos que existiram (como de fato existiram e ainda hoje existem) diversos desvios, erros e superstições sendo admitidos e mesmo agregados, devemos admitir, também, que não podemos simplesmente invalidar o todo.

Lutero, Cranmer, e mesmo Calvino, consideravam a “velha” igreja como expressão do Corpo de Cristo.
E mais, devemos ter claro que em todos esses séculos sempre existiram homens tementes a DEUS e dispostos à Sua obra.

Não devemos e nem podemos adotar posição de uma eclesiologia dualista, dividindo a igreja de forma neoplatônica entre o organismo (que por ser de DEUS é bom) e a instituição (que por ser dos homens é má). Essa visão dualistica e neoplatônica, inclusive, já era proposta pelos gnósticos durante o primeiro século da era cristã e que eram fortemente combatidos pelo apóstolo João.

Não devemos admitir como correto a demonização das organizações históricas, mas devemos, sem dúvida, apontar os erros que existiram e, principalmernte, admitir esses erros e desvios, do passado, como lições a serem corregidos em nosso presente, para o futuro de nossa Igreja.

Afinal, até mesmo alguns desses que tem se levantado para atacar o passado da Igreja, e que apontam para a nulidade de tudo o que foi realizado durante o século II e até o século XVI, têm realizado “experiências” teológicas, que não raro, são antibíblicas.

E se é verdade que durante a implantação da Reforma, ainda que não negando a história da Igreja, tivemos um periodo em que a necessidade de auto afirmação exigiu a rejeição de todo tipo de ligação com o passado, especialmente no que tange às artes visuais, já que naquele momento os culto então existentes que eram de adoração às imagens, idolatria aos santos e indulgências; também é verdade que, apesar de toda “boa intenção”, acabou se tratando de um periodo negro em termos culturais, já que muitas obras realmente importantes foram perdidas, ou destruidas por conta de um “retorno às raizes cristãs”. Sem dúvida que se tratou de excessos desnecessários.

Assim também nos dias de hoje, muitas igrejas emergentes, oriundas de uma mistura que vai do pentecostalismo aos batistas, tem transformado o cristianismo em experiências místicas de êxtase, onde o mais importante é o que se sente e não o que se faz. Geralmente, essas igrejas, afirmam que as pessoas estão mais interessadas em saber de vida, e não de doutrinas, ainda que sejam bíblicas.

Essas mesmas igrejas acabam privilegiando a demonstração de poder sobrenatural, ao invés de levar o homem ao entendimento do que seja a verdadeira vida cristã e a consequente mudança de comportamento e atitude.

Uma das marcas mais evidentes dessa anabatização é herdada do liberalismo contemporâneo, que tenta transformar o evangelho em algo maleável, palatável, ao sabor do homem moderno e as suas necessidades. Se antes era a igreja quem modificava a cultura secular, hoje é a cultura secular que se impõe e transforma a igreja. Na linguagem cotidiana não há espaço para outra coisa que não seja a preocupação consigo mesmo e com aquilo que DEUS possa dar.

Não se verifica mais nossas igrejas conduzirem o homem ao conhecimento da verdadeira benção, que é servir (ao invés de ser servido). Não encontramos as igrejas ensinando que a verdade do evangelho está em Cristo e que a salvação se dá de forma gratuita, por Ele proporcionada, e que não há nenhum tipo de exigência. Que a maior benção está em termos sido resgatados de um mundo de pecado e justificados pelo sangue de Jesus, por vontade exclusiva d’Ele. E que por essas coisas servimos com (e por) amor a Cristo, sem nenhum tipo de interesse, a não ser o de agradar ao nosso Senhor e Salvador.

Às nossas igrejas compete apresentar o Salvador que Pedro apesentou em At. 2, de forma que assim como lá, as pessoas busquem saber o que devem fazer para obter o favor de Jesus e possamos, como os apóstolos, responder: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (At. 2.38).

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

David Wilkerson - Um herói da fé

David Wilkerson - Um herói da fé

Hoje recebemos a notícia do passamento do pr. David Wilkerson. Sem dúvida Wilkerson foi um herói da fé dos tempos modernos e por isso ficamos tristes.

Ficamos tristes porque a voz de um verdadeiro profeta não mais se ouvirá, os púlpitos estarão mais vazios. Ficamos tristes porque não mais se ouvirá seus sermões denunciando o mundanismo e as falsas manifestações espirituais na igreja. Porém, ao mesmo tempo, estamos felizes por saber que ele, a partir de agora e para sempre, estará na presença daquele de quem ele tanto falou.

Com certeza a igreja que ele pastoreava se sentirá órfão, mas também é certeza que o legado deixado por ele continuará através dos discípulos que ele deixou.

O Desafio Jovem no mundo inteiro, que foi criado por ele, também se sentirá órfão; mas com certeza, até em homenagem a este grande homem de Deus, redobrará seus esforços de resgatar e recuperar as vidas que estão perdidas nas drogas.

As batalhas apologéticas, empreendidas por ele, em favor de um evangelho realmente bíblico, sem o misticismo apregoado por grupos pentecostais, neopentecostais, triunfalistas, de teologia da prosperidade e outras aberrações afins, recebe um duro golpe com sua partida. Mas, simultaneamente, continuará tendo nele um exemplo a ser seguido; exemplo de amor à verdade; exemplo de amor ao evangelho; exemplo de amor às almas perdidas e que necessitam se encontrar com Deus, através de Jesus Cristo, nosso Senhor.

Fica o exemplo de um homem que desafio os modismos em favor de um evangelho puro. E que através do romance “O Punhal e a Cruz” edificou a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

Enfim, temos certeza que se o mundo ficou um pouco mais pobre com sua partida, o céu está em festa pela chegada de um servo fiel. Sim, o céu está em festa pela chegada de mais um valoroso homem que se dedicou a proclamar a Palavra de Deus com a sinceridade que só os verdadeiros servos têm.

Mas, ao mesmo tempo; ai do mundo, porque dia após dia os nossos púlpitos estão ficando cada vez mais pobres. E pior ainda, quem os está assumindo são pregadores inconversos, que se auto proclamam pastores, mas que na realidade apacentam a si mesmos.

Obrigado Senhor, que não apenas fizestes deste homem teu servo, mas fizestes dele um exemplo a ser seguido.

Obrigado Senhor, porque, a teu tempo, usastes sua vida para tua honra e glória; para que ele te glorificasse e ensinasse milhares, ou milhões, a te glorificar também.

E que Deus, o nosso único e verdadeiro Senhor, tenha misericórdia de Tua igreja nestes dias que mais nos aproximamos do Fim!

SOMENTE A DEUS SEJA DADA A GLÓRIA!!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O DECLINIO ESPIRITUAL DO BRASIL.

“O declínio espiritual da Grã-Bretanha era resultante de um “evangelho” que nem feria (o pecado com convicção) nem curava (na busca pela regeneração).” - A.W. Pink.

Hoje, ao passar vistas a diversos textos, buscando algo que não sei exatamente o que é, me deparei com essa brilhante frase deste admirável homem de Deus que foi A.W. Pink.

Devo confessar que de uma certa forma a frase me deixou profundamente preocupado com a realidade da Igreja brasileira. Esta preocupação se acentua a partir do momento que pensamos que a religião, na Grã Bretanha, sempre foi tratada com respeito e seriedade. Contudo, ao mesmo tempo, temos a máxima certeza que algo deixou de ser feito, algo deixou de ser dito e, devido essa omissão, inicio-se o declínio espiritual dos britânicos.

A História ensina que foi a partir da Europa, e em especial da Inglaterra que se iniciaram os grandes avivamentos do continente europeu dos séculos 17, 18 e 19; que foi a partir da Grã-Bretanha, também, que se iniciaram as modernas missões mundiais.

Nomes como Wesley, Spurgeon, Livingston, Whitefield, fizeram parte de todo um processo de avivamento religioso que conduziu a Europa a se render ao Deus vivo; e que levou o homem a buscar crescimento espiritual. Foi dos países que compõe a Grã Bretanha que surgiram grandes missionários, pregadores e avivalistas que levaram o nome do Senhor para as Ámericas, África, Oriente... Enfim, para o mundo!

Sem dúvida, o Espírito de Deus agia de forma singular na Grã-Bretanha e, essa ação, fez com que pessoas fossem libertadas das prisões satânicas para os braços seguros de Cristo. Fez com que pessoas se arrependessem de seus pecados, entregassem a vida a Deus e tivesse o vazio de suas vidas preenchidos pelo Espírito Santo. O Espírito agia, de tal forma, que bares, teatros e outros pontos de diversão mundana eram fechados por falta de público.

Mas depois de tão grande avivamento, de tão grande demonstração do poder de Deus, parece que não mais se falou com autoridade; não mais se falava com o poder do verdadeiro evangelho, ao contrário, se falava pelo sentimento enganoso do coração humano.

Não mais havia um verdadeiro e eficaz combate ao pecado. Não mais se apontava para a eminente volta de Cristo, e para a boca do inferno aberta para dragar aos homens. Não mais haviam palavras como as de Jonathans Edwards, em “Pecadores nas mãos de um Deus irado”. Não mais se apontava para a única saída possível para os males causados pelo pecado: Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador!

Com isso o próprio evangelho decaiu e se tornou algo sem propósito, sem sentido, até chegar ao ponto de se tornar um evangelho morto, que não causava impacto, nem transformação nas vidas.

Provavelmente não tenham sido usado o verdadeiro poder do evangelho e nem tenham travado o bom combate que Paulo exortou Timóteo a fazê-lo (I TM. 1.18-19; 6.1-12; II Tm. 4.1-7). Pior que isso, Paulo recomendou que o evangelho fosse pregado em tempo e fora do tempo, e ao que tudo indica isso não ocorreu.

Ao que podemos perceber, aqueles que tinham autoridade para combater o pecado peferiram se acomodar, permitir pequenos desvios, até chegar ao ponto de se tornarem coniventes com o pecado.

Os pais não educaram os filhos. Os pastores não ensinaram as ovelhas. Os mestres não barraram as filosofias danosas e permitiram que o humanismo entrasse nas igrejas, e que inclusive subisse aos púlpitos, e colocasse o ego em lugar de Deus, como o centro da vida.

Hoje é a Europa quem clama por missionários. Porque ontem, quem tinha a autoridade para combater o pecado, se omitiu de falar das verdades que poderiam ter trazido arrependimento, conversão e salvação.

Hoje é a Europa quem clama por missionários. Porque ontem, quem tinha a autoridade para combater o pecado, preferiu falar palavras que não tranformavam o caráter. Preferiram ministrações antropocêntricas, em lugar apontar para a verdadeira essencia do homem, que é o pecado e a depravação moral.

E ao pensar em tudo isso, meu coração se preocupa com o destino que tomará a igreja brasileira.

Líderes tem se levantado, neste país, para se exaltar acima da cruz de Cristo. Homens que se auto proclamam de Bispos, Apóstolos, “Paipostolos”, Patriarcas e até mesmo de “Pai espiritual”, tem se inserido nos meios de comunicação para confundir e induzir o povo ao erro; ao mesmo tempo, em que se colocam como “intercessores” entre Deus e os homens.

As igrejas tem pregado um deus de conveniencias, que está a serviço do homem; e que negocia suas bençãos por determinados valores.

A igreja brasileira, hoje, não tem pregado contra o pecado, não tem pregado o evangelho da graça, não tem pregado santidade, não tem pregado a consequente mudança de vida, que acompanha a conversão verdadeira do crente.

E meu coração se preocupa com o destino da igreja brasileira. Ainda que encontre esperança na Palavra que diz: “Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados”. (Mt. 24.22).

Gostaria de terminar lembrando as Palavras de Jesus: “Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se, e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios, virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera e em hora que não sabe e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mt. 24.47-51).

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

PÁSCOA

PÁSCOA

Tempos atrás escrevi sobre a Páscoa de Ostera, uma festa pagã, entre povos romanos e gregos, que marcava a passagem do inverno para a primavera; das trevas para a luz, um período também conhecido como o equinócio da primavera.

A festa de Páscoa, no entanto, além de ser o mais pastoril dos rituais existentes em Israel e, ao mesmo tempo, é o mais próximo dos sacrifícios realizados pelos antigos árabes (o

nde não havia a intervenção sacerdotal), não possuindo, portanto, relação direta com o altar, mas tendo importância fundamental no rito de sangue. Ainda, segundo os estudiosos, o sacrifício realizado com animal novo, durante o período da Primavera, ia de encontro às crenças de obtenção maior fecundidade da terra e do rebanho, ao mesmo tempo em que existia a crença de que o sangue colocado sobre os batentes das portas, ou sobre as armações das tendas, afastaria os poderes maléficos do exterminador.

Existem ainda muitos outros detalhes que encontramos, e que acentuam a crença de que se trata de uma festa de origem nômade. Seja como for, no entanto, a Páscoa judaica, foi instituída por DEUS, para demarcar um novo tempo na vida do povo de Israel.

Já havia 430 anos de cativeiro, e a situação era cada dia pior. Os judeus se lamentavam e sofriam do jugo que lhes era imposto, porém DEUS, ainda que eles não reconhecessem, estava ao lado de seu povo. Providenciando suprir todas as necessidades dessa multidão de pessoas, que em pouco tempo se tornariam uma Nação.

Aquele povo, porém, necessitava aprender a confiar em DEUS. Enquanto os egípcios, e demais povos da região, tinham diversos deuses, os hebreus tinham apenas um DEUS, poré

m tratava-se de um DEUS Vivo e Verdadeiro; o DEUS que havia criado todas por Sua vontade pessoal; portanto, o DEUS Criador e Todo Poderoso.

Para que DEUS se desse a conhecer para os hebreus, e para todos os demais povos da Terra, o SENHOR envia Moisés a Faraó e endurece o coração deste para, através das dez pragas, derrotar os deuses do Egito.

Porém, manda que seu povo mate um cordeiro de um ano e que o sangue seja passado em “ambas as ombreiras e na verga da porta” (Êx. 12.7), para que “o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito” (Êx. 12.13).

O fato é que, devido ao sacrifício do cordeiro, o evento passou a ser associa

do à idéia de expiação, apesar de que a intenção primeira era comemorar a libertação do jugo e da escravidão no Egito. A Páscoa judaica, portanto, era considerada uma das principais festas de Santa Convocação, quando todo povo era chamado a participar e todos se uniam em torno do mesmo propósito de adoração ao DEUS LIBERTADOR.

Também a Páscoa cristã, assim como a judaica, deve ser considerada como uma das principais e mais importantes data a ser comemorada.

Isso porque Jesus se fez em nosso cordeiro pascal, que foi crucificado, morto e sepultado para que, pelo sangue derramado sobre nossas vidas, pudéssemos ser reconciliados com DEUS e pudéssemos ter vida plena e abundante. Afinal, foi na Páscoa que Jesus venceu a morte, ressuscitou e nos deu vida, juntamente com Ele. Em Jesus, tornou-se realidade a Palavra da profecia, que diz: “O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apr

egoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram” (Is. 61.1, 2).

A Páscoa cristã é o símbolo de vida, de vida eterna, conquistada pelo próprio Deus, que se fez homem, morrendo “uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito,” (cf. I Pe. 3.18).

Hoje, enquanto a maioria das pessoas comemora a Páscoa comendo ovos de chocolate nós, que fomos escolhidos e chamados a conhecer da verdade, comamos também, mas com a certeza de que somos salvos.

Tenhamos alegria e júbilo, porque somos livres. Mas sem esquecer que fomos comprados, e, portanto, somos escravos. E como servos devemos nos portar “com temor durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (I Pe. 1.17- 19).

SOMENTE A DEUS SEJA DADA A GLÓRIA!!!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

RELENDO A IMPOTÊNCIA DE DEUS

RELENDO A IMPOTÊNCIA DE DEUS

Neste último final de semana recebi um pequeno “puxão de orelhas” de alguém que muito amo, por conta do artigo “A Impotência de Deus”.

Mesmo sabedora de que eu estava usando de ironia; sua preocupação foi por conta das muitas pessoas que não me conhecem e, por isso mesmo, podem vir acreditar que aquilo realmente é meu pensamento.

Não! Eu não creio que DEUS esteja impotente, cansado, deprimido, ou qualquer outra coisa do gênero.

Eu tenho certeza da SOBERANIA ABSOLUTA DO ALTÍSSIMO DEUS, criador do céu e da terra. Como diz em I Cr. 29.11, 12: “Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força.”.

É nesse DEUS maravilhoso que eu creio, e a Ele dou minha vida. É a esse DEUS majestoso que eu devoto meu amor e minha adoração. A esse Deus único, e ao mesmo tempo Trino, que se fez homem, para morrer numa cruz; mas vencer a morte e ressuscitar ao terceiro dia, para resgate e redenção de todo aquele que crê n’Ele (cf. Jo. 3.17).

Sei que Ele não precisa de mim, porque Ele mesmo se basta. Mas eu preciso d’Ele, porque sem Ele estarei perdido em meus pecados e mazelas. Necessito d’Ele para me abrigar contra o mal e ter forças nos momentos de dificuldades.

Eu creio em um DEUS que realmente é poderoso e que com apenas um sopro pode destruir o Mal (cf. II Ts. 2.8) e que ainda é presente e atuante junto à sua criação e às suas criaturas. Um DEUS que tudo controla e nada lhe escapa das mãos.

Amo esse DEUS! E o mais interessante: foi Ele mesmo quem colocou esse amor em meu coração!

Amo esse DEUS! Porque Ele me amou primeiro e por Sua decisão me deu um novo nascimento, através de seu Santo Espírito (cf. Jo. 3.3).

Por isso dou graças a Ele, que me permitiu poder crer n’Ele e me deu o dom da fé (cf. I Co. 12.9).

E sei que, por conta desse amor (d’Ele por mim) posso dizer como o apóstolo Paulo: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou. Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm.8.28-39).

Espero ter desfeito qualquer mal entendido. E mais uma vez quero agradecer a minha amada filha Nádya Luana, que sempre zelosa, percebeu meu enorme deslize.

SOMENTE A DEUS A GLÓRIA!!!!