sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

AVIVAMENTO OU MOVIMENTO?

Ao ler as narrativas do livro “Heróis da Fé”, da CPAD, é quase que impossível não ser contagiado pelos relatos daqueles homens que, se necessário, abandonavam tudo para se dedicar à obra do Reino de Deus.

Não há quem não fique emocionado pelos acontecimentos ali contados, e em vários momentos, chegar às lágrimas diante da verdadeira exposição de poder, derramar do Espírito e frente ao real avivamento espiritual, que foi espalhado pelo mundo através da vida desses homens, que, como verdadeiros profetas incendiaram os países por onde passavam levando a mensagem da cruz, de arrependimento e de vida eterna.

Esses homens foram chamados para realizar uma grande obra e não se omitiram, ao contrário, eles confirmaram suas atitudes com oração e dispondo seus dias em obediência ao Senhor de suas vidas, ao mesmo tempo em que demonstravam firme convicção no poder de Deus e na Palavra de salvação.

Foram homens que apesar dos muitos obstáculos não se abateram, muito pelo contrário, mantiveram sua fé inabalada n’Aquele que os havia chamado das trevas para a luz e os tinha comissionado para irem às nações.

Foram homens que, entendendo a Soberania de Deus sobre suas vidas e sabendo que tudo é realizado através de seu imenso poder, não se deixaram corromper pelo sucesso passageiro, mas, miraram em direção da Nova Jerusalém, e por isso mesmo, traziam a Bíblia nas mãos, a cruz nos ombros e no coração o ardente desejo de divulgar e pregar ao Cristo, nosso Senhor.

Muitos desses homens marcaram não apenas a história da igreja, mas até mesmo a história de suas nações, e do mundo, devido aos grandes avivamentos espirituais que participaram. Avivamentos que provocaram mudança de vida e atitude nos homens e até mesmo na sociedade como um todo.

É impossível não se comover diante de histórias como a do jovem franzino e debilitado David Brainerd, ou do grande explorador David Livingston. Ao mesmo tempo histórias como as de Charles Spurgeons – o príncipe dos pregadores, ou do despertamento espiritual provocado por Jonathans Edwards, nos fazem sonhar com a iminente volta do Senhor.

É fantástico lermos histórias de coragem como as de Martinho Lutero, ou as de Jonh Bunyan, o imortal sonhador, que mesmo na prisão e com nas privações continuou glorificando a Jesus.

Mas, ao mesmo tempo, saber dessas histórias nos faz pensar em nós e naquilo que temos feito em favor do reino de Deus.

Eles foram homens que desprezaram posições de destaque na vida secular por amor a Cristo, nós, no entanto, estamos sempre buscando a posição de destaque para nós, seja na igreja ou na comunidade.

O pior é que existem igrejas que pregam a “barganha” com Deus para benefício próprio, num verdadeiro “toma-lá-da-cá” espiritual.

Hoje, ao contrário dos grandes avivamentos do passado quando não importava outra coisa que não fosse a expansão do Reino de Deus, a Igreja passa por períodos de movimentos. São movimentos de todos os tipos e qualidades que vêm invadindo de forma sorrateira a Igreja. Movimentos que não se sabe onde nascem e que invadem nossas igrejas sem trazer nada de prático, ao contrário, por vezes causa dano à fé das pessoas e à própria igreja como um todo.

Alguns desses movimentos passam de forma rápida e depois ninguém mais se lembra deles; outros, no entanto, são mais duradouros e até se fazem passar como doutrinas bíblicas, chegando a destruir muitas igrejas. O pior é que muitos desses “ensinos”, ainda que não sejam ensinados dentro da igreja, são aprendidos, praticados, interpretados, mesmo que mal interpretados por não serem interpretados à luz da Bíblia, mas o pior é que são defendidos. São movimentos doutrinários que não tem embasamento bíblico, mas são amplamente defendidos, até mesmo por pastores.

Esse é um triste cenário para as nossas igrejas que caminham em meio aos movimentos “neo-pentecostais”, movimentos “de fé”, movimentos “carismáticos”, movimentos “de prosperidade” e outros mais que vão despontando com grande ênfase da mídia, com “pastores” e “líderes” que realizam cultos de louvor a si mesmos e proclamam a Palavra de Deus como se fora um espetáculo de animação teatral, no entanto ignoram as verdades contidas nessa mesma Palavra de Deus.

Muitos desses pregadores preferem sugerir culto aos anjos (e anjos das mais diversas cores), ou então “profetizar” visões de “chaves da vitória”; ou realizar pregações onde o tema central seja “contribua e será abençoado”, do que falar da cruz de Cristo e na regeneração proporcionada pelo Espírito Santo a todo que for justifi
cado pelo sangue de Cristo; se recusam a pregar contra o pecado, contra as práticas idolatras e não incentivam o caminho da santidade.

Nossas igrejas, hoje, vivem de movimentos, ou melhor dizendo, vivemos de modismos com ares de evangelho.

Falamos em bênçãos, mas esquecemos de falar do Abençoador e quando falamos d’Ele é como se Ele fosse um mero detalhe, e não o principal. Hoje em dia muito se fala em colocar “sua” fé em ação, mas se esquecem de falar que é o Espírito de Deus quem nos abastece de fé (cf. I Co. 12.9).

Sem dúvida, são muitos os fatores que nos separam dos verdadeiros avivamentos. E entre eles que ainda precisamos aprender com a oração do profeta Habacuque, que diz:
“Ó SENHOR, ouvi falar do que tens feito e estou cheio de temor. Faze agora, em nosso tempo, as coisas maravilhosas que fizeste no passado, para que nós também as vejamos. Mesmo que estejas irado, tem compaixão de nós!” (3:2 – NTLH).

Fica claro, na oração do profeta, que o avivamento pretendido por todos os crentes se traduz através de ouvir a Palavra de Deus (ouvi falar o que tens feito), temer Sua Palavra (e estou cheio de temor), lembrando sempre que temer não é ter medo, ao contrário é respeitar, reverenciar, amar, zelar, obedecer e prestar adoração ao Único que é digno.

O verdadeiro avivamento é produzido nas dimensões espirituais, onde o eleito de Deus é resgatado para uma nova vida e, ao receber essa nova vida, entende o quanto é pecador, o quanto foi atingido pela misericórdia de Deus e decide entregar sua vida para que outros pecadores ouçam as verdades contidas nos evangelhos. O avivamento, ao contrário dos movimentos, é uma obra realizada por Cristo em sua Igreja, ao mesmo tempo em que chama o homem a sua responsabilidade.

Já os movimentos chamam o homem em seu emocional. Pregações são realizadas para despertar o instinto de salvação que existe no homem, mas sem que exista um real comprometimento com a Palavra de Deus. Pregações que levam o homem ao êxtase espiritual, mas que não trazem mudança de vida. Mensagens, que de fato, agradam ao homem e dizem aquilo que ele quer ouvir, mas que não alertam o homem quanto ao perigo do inferno.

A mensagem concebida pelos movimentos prega bênçãos para vida presente, mas não transforma para vida futura.

A verdadeira mensagem da cruz foi deixada nos púlpitos do passado e lá esquecida, porque o que é propagado nos púlpitos desses movimentos é uma mensagem antropocêntrica, colocando Deus a serviço do homem e de suas necessidades, quando na realidade Deus é superior a tudo isso e apesar de tudo continuará sempre sendo Deus, o que nos faz mais uma vez lembramos o profeta Habacuque quando diz:
“Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não dêem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao Senhor e louvarei a Deus, o meu Salvador. O Senhor Deus é a minha força. Ele torna o meu andar firme como o de uma corça e me leva para as montanhas, onde estarei seguro.” (3:17-19 – NTLH)



A DEUS, E SOMENTE A DEUS, SEJA DADA TODA GLÓRIA!!!!










sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O SÍMBOLO DA CRUZ II

E quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. (Mateus 10:38).

A cruz, sem dúvida, é o símbolo máximo do cristianismo. Não existe cristianismo sem cruz. Porém, parece que os cristãos, a cada dia que passa mais e mais se afastam da cruz e daquilo que ela significa.

A cruz, hoje em dia, é vista mais como um ornamento do quê como símbolo de entrega e negação pessoal. Vemos na cruz um adereço de moda, no entanto, não mais percebemos que a cruz significa santificação, sacrifício, redenção. A cruz, na realidade, mais que tudo, simboliza reconciliação e salvação para todos aqueles que decidirem crer em Sua salvação.

Nesses tempos de evangelho da conveniência, onde se ensina a determinar o que Deus deva fazer para agradar as criaturas, onde se ensina a barganhar as bênçãos em troca de dízimos e ofertas, num verdadeiro toma–lá–dá-cá; ainda não conseguimos aprender que a cruz aponta para a reconciliação com Deus, como diz em Efésios 2:16: “E reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.”.

Hoje em dia se proclama um evangelho de prosperidades financeiras, ao invés de mostrar o evangelho do caminho difícil, mas que conduz à vida eterna. Proclama-se o evangelho hedonista e antropocêntrico, onde Deus está a serviço do homem, quando na realidade o homem é quem deveria servir a Deus.

Deus, por sua graça e misericórdia, decidiu reconciliar o homem através da morte de Jesus (cf. Rm. 5:10), ou seja, através da cruz, e tendo a cruz como referencia, Deus nos chamou para salvação; sem exigir nada de nós, mas nos dando a responsabilidade de ser testemunhas d’Ele.

Quando Cristo afirma: “e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim.”, com certeza aponta para a responsabilidade que o homem tem de lutar por sua santidade e da incessante busca de se negar a si mesmo e aos seus desejos egoístas. Já em Gn. 4:7b, vemos Deus advertindo Caim: “Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.”. É a constante luta pela santidade.

Entendo a salvação como dom gratuito de Deus e sei que devemos andar no mundo com a certeza que a salvação depende exclusivamente d’Ele, mas ao mesmo tempo devo viver uma vida de santidade como se a salvação dependesse de mim.

Sei que
não é fácil, afinal o apóstolo Paulo afirmava: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.” (Rm 7:19). E Calvino, em seus muitos escritos, afiança que a luta pela santidade é longa e contínua, em verdade, ele prega, que é uma luta que nunca está concluída na vida presente, mas que deve ser travada com toda força. E eu completo que essa luta, que parece inglória, exatamente por ser permanente, é a mais gloriosa das batalhas (mesmo sendo a mais doída delas), pois é uma luta por amor a Cristo. Não deve ser uma luta por interesse de ganhar o céu, mas deve ser uma luta para glorificar a Deus por aquilo que Ele tem realizado em nossas vidas.

Finalmente (por enquanto), “tomar a sua cruz” é entender que não importa o que aconteça, Deus continuará sendo Deus e nada mudará esse fato, portanto, devemos glorificá-lo exatamente por isso.

Por que não fazer coro com Habacuque:

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação.”

ALELUIA!!!!

SOMENTE A DEUS SEJA DADA A GLÓRIA!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

SER CRISTÃO

Após um longo periodo de afastamento obrigatório, pelos mais variados problemas eis que estamos regressando com texto que já havia sido publicado em um outro local, mas que por falta de material (ainda que não tenhamos deixado de escrever).


SER CRISTÃO

O que de fato é ser cristão?

Ser cristão é ir à igreja aos Domingos para assistir aos cultos e, ao mesmo tempo, não dar bom dia para o seu vizinho por que ele é um “pecador” que nem ao menos vai a igreja?

Não! Acho que isso não é ser cristão. O fato de alguém ir à igreja não faz dessa pessoa um cristão, mas é um bom começo para que ele se torne um.

Ser cristão, com certeza, é mais do que ir a igreja.

Ser cristão, com a mais absoluta certeza, é mais do que se dizer cristão.

Ser cristão, em verdade, é ser discípulo de Cristo e só fazer aquilo que Ele também faria.

Ser cristão (de verdade) é negar a si mesmo, tomar sua própria cruz e seguir ao Senhor (cf. Mt. 16.24); é não buscar seus próprios interesses; é não se envergonhar de testemunhar ao seu Senhor, se necessário com dando a própria vida em favor do Reino de Deus.

Ser cristão é se entregar ao senhorio de Jesus, crendo que pelo seu sacrifício fomos resgatados e, de forma gratuita, sem que merecêssemos, recebemos salvação e vida eterna; é entender que fomos salvos por que Deus nos amou mesmo que estivéssemos afastados d’Ele por conta de nossas transgressões e, como diz na Palavra: “Mas a misericórdia de Deus é muito grande, e o seu amor por nós é tanto, que, quando estávamos espiritualmente mortos por causa da nossa desobediência, ele nos trouxe para a vida que temos em união com Cristo. Pela graça de Deus vocês são salvos”. (Ef.2.4, 5).

Ser cristão é reconhecer que é fraco e tem total dependência de Deus; é reconhecer a extrema miséria em que vive sem a Sua graça e misericórdia; é reconhecer que somos pecadores, assim como o cobrador de impostos de Lc. 18.13 e que tem extrema necessidade de ser perdoado de suas transgressões e de seus pecados, mas, ao mesmo, ser cristão é se arrepender de seus pecados e confessá-los ao Senhor, ao mesmo tempo em que roga pedindo para que Deus lhe dê forças para resistir ao pecado (Gn.4.7), resistir ao diabo mas, principalmente, resistir ao seu pior inimigo: ele mesmo!
Por fim, ser cristão é ter o caráter de Cristo, não se envolvendo e nem andando por caminhos duvidosos e obscuros, não compactuando com o pecado e com a impiedade, sendo transparente em todos os seus atos e em todos os momentos. Jonh Wooden, um grande homem de Deus, dizia: “Preocupe-se mais com seu caráter do que com sua reputação. Caráter é aquilo que você é e reputação é apenas aquilo que os outros pensam que você é”.

Pense nisso e peça a Deus que aumente sua força e permita continuarmos em seus caminhos.


A DEUS SEJA DADA TODA GLÒRIA!!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CARTÃO DE VISITAS


Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário que lia o seu livro de ciências.


O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:


- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?


- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?


O jovem de forma muito arrogante e até um pouco desrespeitosa responde:


- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Se o fizesse veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.


O ancião mostrando certo interesse indaga ao jovem:


- É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?

Cheio de auto confiança o jovem prossegue:


- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.


O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.


Quando o jovem leu o que estava escrito, retirou-se cabisbaixo e, ao mesmo tempo, sentiu-se humilhado e traído por suas palavras e atitudes. Pois o dono daquele cartão era o ilustre Professor e Doutor Louis Pasteur, Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França.





“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima”. Louis Pasteur.




(A história aqui relatada é verídica e ocorreu durante o ano 1892, sendo faz parte de sua biografia).

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DEUS OU O DIABO?

Em nosso arraial, muitos líderes, tem tido a prática de culpar o diabo por um sem número de aflições que atingem ao mundo e ao nosso povo também. Esses líderes têm colocado a situação de uma forma que até parece que o demônio tem Jesus “encurralado” em um canto do ringue.

Eles, por meio das palavras, afirmam que Deus é Soberano, que Ele reina supremamente no céu e na terra e afirmam que tudo está sob o seu controle. No entanto, ao mesmo tempo, por meio de suas filosofias e teorias, colocam Deus em segundo plano, a partir do momento em que “tiram” de seu controle qualquer preocupação mais imediatas que pudesse ter com Sua própria criação, e que, portanto, afligem ao próprio homem, colocando-as todas como “ordenação das leis naturais”, absolutamente abstratas e impessoais.

Excluem Deus até mesmo do âmbito das atividades humanas, dizendo que o homem pode determinar sua própria sorte. E quando as coisas não dão certo colocam a culpa em Satanás.

De forma alguma quero discordar que o Maligno seja o culpado por grande parte dos males que afligem a humanidade, mas devemos entender que grande quantidade desses males ocorre devido a irresponsabilidade do próprio homem. Ou seja, atribui-se ao diabo aquilo que, na verdade, procede de seus próprios corações maus (cf. Mc. 7:21-23).

Segundo esses “teólogos” quem está no comando do mundo é o próprio Satanás e não Deus. E querem demonstrar essa “verdade” mostrando o cenário de caos e confusão que predomina no mundo; apontam para a primazia que o pecado e a ilegalidade tem obtido perante todas as sociedades modernas; mostram a ascensão de homens perversos e de impostores e que a cada dia tornam-se piores (II Tm.3:13).

A violência hoje em dia é de tal porte, que muitas vezes vemos pessoas que pertencem a Deus confusas e se perguntando: O que Deus está fazendo? Será que Ele está me ouvindo? Por que Ele está impotente? Por que Ele é tão indiferente?

E existem alguns líderes que emitem a opinião que Deus não pode impedir tão grande violência. Que tudo isso não está sob o seu controle. Que toda a autoridade deste mundo está nas mãos do Maligno, e portanto, está fora do controle de Deus.

Essas coisas fazem acreditar que o diabo tem um enorme poder concentrado em suas mãos e que, ao mesmo tempo, Deus está enfraquecido e ausente de todo esse processo. E diante desse quadro cabe a pergunta: Quem realmente tem o controle do mundo?

E respondo dizendo que isso depende do ângulo de visão de cada pessoa. Isso depende se você anda pela fé, ou pelas aparências.

Se você tem andado pelas aparências, com certeza, tem se perguntado por que Deus tem se omitido, ou por que Deus demora tanto em agir aqui ou acolá. Se você baseia seu relacionamento com Deus naquilo que você está vendo, então não há dúvidas que você tem em Deus um ser absolutamente distante, impessoal e que não mais se importa com sua criação.
No entanto se você anda pela fé...

Mas, o quê de fato é andar pela fé?

Segundo A.W. Pink, andar pela fé significa que “nossos pensamentos são formados, nossas ações são reguladas, nossa vida é moldada pelas Sagradas Escrituras, porque ‘a fé vem pela pregação, e a pregação pela Palavra de Cristo’ – Rm. 10:17”. Ou seja, andar péla fé é andar confiante na Palavra de Deus, é andar sabendo que Deus está no controle de todas as coisas e nada se desviará dos seus propósitos e vontades; andar pela fé é andar em concordância com aquilo que Ele quer de nós e para nós. Isso é andar pela fé.

Andar pela fé não é sair ‘determinando’ nada para Deus. Andar pela fé não ‘não aceitar’ aquilo que está posto por Deus à nossa frente e ‘rejeitar’ aquilo que não nos agrada; com certeza não agradava a Jesus ir para a cruz e por isso Ele disse ‘se for possível passa de mim esse cálice’. Ele não rejeitou, Ele não disse ‘não aceito’, apenas disse: ‘se possível’.

Ele aceitou porque tinha certeza que o Pai estava no controle de todas as coisas. Ele não se guiou pelas aparências que o cercavam, mas andou pela fé, na certeza que Deus estava agindo em seu favor.

Mas para aprendermos quem de fato está controlando o mundo, precisamos aprender da Palavra da Verdade, porque é através dela que entendemos qual o relacionamento entre Deus e o mundo.

Se por vezes nos custa acreditar que Deus esteja no controle de todas as coisas, por que parece que as coisas tomam um rumo muito diferente daquilo que Deus projetou, não seria mais fácil de aceitá-las ao percebermos que todas essas coisas já estavam preditas nas Escrituras Sagradas, através das profecias de Judas?

Se olharmos apenas para o versículo 8 de Judas veremos que ali diz: “Ora, estes, da mesma sorte, quais sonhadores alucinados, não só contaminam a carne, como também rejeitam governo e difamam autoridades superiores.”
Quem está regendo as coisas na terra, Deus ou o diabo? O que nos diz as Sagradas Letras? Se crermos nas claras declarações da Bíblia não restará lugar para dúvida em nossos corações. Pois versículo após versículo ela declara que Ele é Rei, que está assentado no Trono do universo, que o cetro está em Suas mãos e que dirige todas as coisas ‘conforme o conselho de Sua vontade’. A Bíblia, de forma clara, afirma que Deus criou todas as coisas, que as domina e reina sobre toda obra de suas mãos. Afirmam, ainda, que Deus é Todo-Poderoso, que Sua vontade é irreversível, e que Ele é soberano absoluto em cada recanto de seus vastos domínios. E tem que ser assim. Não podemos entender de outra maneira, caso contrário Deus não seria Absoluto, nem Altíssimo, nem Poderoso; ou seja, Deus não seria Deus.

É hora de nos rendermos a Deus e ao seu maravilhoso poder. É hora de entendermos o que quer dizer ‘mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo.’ (Dn. 11:32 b).

A DEUS E SOMENTE A ELE SEJA DADA A GLÓRIA!!!

domingo, 13 de setembro de 2009

AVIVAMENTO
X
MOVIMENTO

Quando estudamos a história de homens, que são considerados como “heróis da fé”, percebemos que eram homens que tinham profunda comunhão com DEUS; homens que travavam intensas batalhas através da oração; homens que tinham profunda convicção no poder do evangelho e possuíam uma fé inesgotável naquele que os havia chamado das trevas para sua maravilhosa luz. Foram homens que se tornaram instrumentos nas mãos poderosas de DEUS porque nas mãos traziam a Palavra, no coração o ardente desejo de pregar ao Cristo ressurreto, mas principalmente, escondiam-se atrás da cruz para que o exaltado fosse Cristo e não o homem.


Esses homens incendiaram o mundo com a mensagem da cruz e produziram um avivamento espiritual através do arrependimento sincero que provocaram verdadeiras conversões na alma do ser humano e não apenas na aparência do indivíduo.


Homens como Martinho Lutero, João Calvino, Jonh Bunyan, Jonathans Edwards, Charles Spurgeons, marcaram a história da Igreja Cristã, assim como a história secular. Esses homens foram verdadeiros entusiastas da obra de DEUS, não existindo neles nenhuma sombra de abatimento, apesar dos muitos obstáculos que se levantaram. Muito pelo contrário, são homens que acreditaram no comissionamento de DEUS para suas vidas e por isso mesmo não se deixaram abater, esmorecer ou apagar a chama da paixão pelo evangelho do SENHOR.


Esses homens foram verdadeiros servos de Deus e se colocaram na posição exata para serem usados de acordo com a vontade do SENHOR. Homens que não se omitiram e foram avante mostrando firme convicção no poder transformador da Palavra de Deus e na salvação que há em Cristo, uma salvação tão e maravilhosa que só por meio dele pode ser proporcionada ao homem. Eles foram homens que não se deixaram corromper pelo sucesso passageiro, nem pelos aplausos aduladores.



Foram homens que tiveram seu olhar fixo para a Nova Jerusalém e o sentimento de certeza na morada eterna, não por méritos, mas pela Graça. Homens que traziam a Bíblia nas mãos; na palavra, a cruz da salvação e no coração o amor pelos perdidos. Tudo traduzido pelo desejo de falar e pregar do amor de Cristo, nosso Senhor.



Esses homens foram exemplo para todas as gerações seguintes. E por isso mesmo devemos perceber que esses homens agiram exatamente ao contrário daquilo que é feito e pregado hoje em dia.



Em seu tempo, esses homens, se mantiveram em submissão a vontade de DEUS e, em conseqüência dessa submissão, foi a ocorrência de um grande avivamento.



No entanto, hoje em dia, a maioria das igrejas vive à custa de movimentos. Poderíamos até mesmo dizer que vivem em função desses movimentos. Movimentos esses que surgem no meio da igreja, que tem aparência de bíblico e que, por isso mesmo, na maioria das vezes não sofre restrições por parte das lideranças. Contudo a verdade é que, geralmente, são caracterizados por estarem fundamentados em tópicos e não na totalidade da Bíblia.



Esses movimentos não se sabe exatamente como surgem, mas sabemos que invadem as igrejas sorrateiramente. Não trazem e nem acrescentam nada de bom aos crentes, e não raro desaparecem como se nem houvessem existido. Entretanto, existem alguns que perduram e vão corroendo às doutrinas bíblicas e destruindo a Igreja e a fé. Muitas vezes, esses movimentos vão se expandindo de tal forma que nem mesmo são ensinados, mas são intensamente praticados e defendidos por muitos.



E assim as igrejas vão caminhando através de movimentos pentecostais, carismáticos, da prosperidade, de fé, de propósitos, do triunfalismo e tantos outros que vão surgindo sem nada acrescentar. São movimentos que atraem às multidões, mas não trazem real arrependimento aos corações e nem levam a uma verdadeira conversão.



Ali existem pregações que ao invés de proclamar a Palavra de Deus de forma simples e objetiva, assim como aqueles homens faziam, produzem verdadeiros shows gospel, onde são ignorados os verdadeiros parâmetros bíblicos, tais como a cruz, o arrependimento, a santificação, a regeneração...



Como em todos os shows, tudo está voltado para agradar o público “pagante” apesar que, o mais importante é o artista, no caso o pregador. Em muitos desses movimentos o pregador recebe mais destaque do que o SALVADOR. E essa é apenas mais uma diferença que existe entre o avivamento e o movimento.



Um avivamento de verdade se traduz através de um evangelismo consciente, eficaz e, ao mesmo tempo, espontâneo. No verdadeiro avivamento há uma profunda disposição para proclamar o evangelho do Senhor, assim como dizia o apóstolo Paulo “se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” (I Co. 9.16).



O avivamento fala aquilo que povo necessita ouvir; o movimento fala daquilo que o povo gosta de ouvir, aquilo que o povo quer ouvir.



No avivamento se fala contra o pecado, em arrependimento, em andar em santidade perante Deus, em como homem deve servir a Deus; em contra partida, no movimento se fala no homem, em suas necessidades e de como ter um Deus que serve ao homem.



Nos movimentos existe uma enorme manipulação emotiva, que faz o homem atingir um êxtase espiritual, levando-o a crer que ter experiência com Deus é algo metafísico, que transcende à compreensão e que nada tem haver com a razão.



Esses movimentos se aproximam da filosofia existencialista a partir do momento em que afirma que podemos ter “experiências mais amplas com Deus” fora do sentido da razão, e proclamam que a razão induz ao materialismo, ao questionamento e a falta de fé. Eles agem com o seguinte conceito “vamos tentar encontrar as respostas que necessitamos no campo do emocional, excluindo qualquer vestígio de razão, pois Deus não está na razão”.



Agindo desta forma os movimentos levam as pessoas a se tornarem auto-suficientes, que buscam respostas em si mesmos, mas, ao mesmo tempo, fazendo-os chegar ao desespero quando não encontram experiências definitivas, ou as respostas que desejam. A grande maioria não consegue entender que Deus está acima de suas necessidades.



Os movimentos, de uma forma mentirosa e arrogante, fazem crer que Deus está a serviço do homem. Reduzem Deus a um ser carente e com enorme necessidade do homem, de tal forma que dá, ao homem, qualquer coisa que este vier a lhe pedir, em troca de seu amor.



De fato, esses movimentos trazem imbutidos os mesmos princípios humanistas do Iluminismo da Renascença, onde o homem partia absoluto, entretanto, deveríamos lembrar que a Reforma é exatamente a antítese dessas filosofias.



Ao mesmo tempo em que esses movimentos levam o homem a um sentimentalismo exagerado, conduzem, também, às pessoas ao afastamento de um real, sincero e responsável compromisso com a Palavra de Deus, além de desviar o homem da busca do conhecimento e de real compreensão dessa mesma Palavra.



E tenho certeza que somente através desse conhecimento e dessa compreensão e que atingiremos o verdadeiro avivamento, pois, sem dúvida, não há a mínima possibilidade de o homem prosseguir mantendo vida espiritual com Deus, sem possuir o verdadeiro entendimento da vontade de Deus para as nossas vidas.



Isso sim trará um real avivamento interior!



O Senhor nos diz que “estávamos mortos” (cf. Ef. 2.1), porém foi Ele quem nos deu vida: “e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos.” (Ef. 2.5). Por isso eu creio que Deus, e somente Ele, pode nos avivar através de sua Palavra. Mas, não podemos deixar de nos colocar na posição de servos (de forma alguma podemos assumir a posição de senhores). Temos que nos humilhar e reconhecer que só o SENHOR É DEUS, que nós não somos nada por nós mesmos, mas que Deus é tudo para nós.



Temos que nos humilhar e reconhecer que Deus não necessita de nós; que Ele é imutável e assim permanecerá. Que apesar de tudo o que possamos fazer Ele sempre continuará a ser o mesmo Deus e que nunca, de forma alguma, irá mudar.

SOLO DEO GLORIA!!!!!

sábado, 22 de agosto de 2009

MALDIÇÕES HEREDITÁRIAS

Já não é de hoje que tenho grandes preocupações com maldições hereditárias, saber que pode recair sobre si algo, no caso uma maldição, que geralmente nem temos conhecimento é no mínimo assustador. E, segundo os especialistas na área, não importa o que façamos, aquele mal estará sempre pronto para nos “pegar na esquina”.

Isso se torna muito preocupante, será que algum dos meus antepassado pecou de tal forma que deixou como herança uma maldição sobre todos nós?

Provavelmente essas coisas se pareçam mais com argumento de filme de terror do que com vida real, mas existem diversos grupos neo pentecostais que defendem o argumento das maldições hereditárias como uma realidade na vida do ser humano, e o pior, na vida do próprio crente. Ou seja, segundo eles, não importa o seu arrependimento pessoal, Deus vai cobrar de você os erros de seus antepassados.

E eles ainda argumentam que “DEUS não pode fazer nada senão iria contra sua própria palavra” (sic), tentando prender ao Soberano por meio de jogos de palavras humanos. Eles não entendem (ou fazem acreditar que não entendem) que Deus faz tudo aquilo que ELE MESMO desejar e que ELE PODE fazer o que quiser.


Porém, apesar de tudo eles justificam que, para que as pessoas se livrem de suas maldições dos hereditárias, elas devem realizar rituais onde renegam todas as coisas do passado e se “libertam das amarras de Satanás” (sic). Essas pessoas, para justificar seus argumentos, apresentam Êxodo 20:5: “Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem”.

No entanto descartam o versículo 6 que diz: “e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.”. Também nunca leram que em Tg. 4:7 diz: "Sujeitai-vos, pois, a Deus, resiti ao diabo e ele fugirá de vós" .


Com isso descartam a possibilidade de que Deus esteja usando de uma forma figurada para demonstrar sua imensa longanimidade e infinita misericórdia. Não levam em conta os diversos textos onde é falado do amor de Deus; esquecem de textos como Ne. 9:17- 19; Na. 1.3, que falam de como Deus é tardio em irar-se, se esquecem de textos como Sl. 106.1; Lc. 1.50 que falam que a misericórdia de Deus é para sempre. Não se lembram das alianças de Deus com o homem e que todas foram unilaterais: de DEUS para com o homem, nunca ao contrário.

Essas pessoas, que defendem a tese das maldições hereditária, parece que não entenderam o sacrifício que o próprio Deus fez ao ser tornar um igual a nós e morrer numa cruz, se fazendo maldição,como forma de transformar esse símbolo de maldição em símbolo de amor e misericórdia. Transformar a maldição em benção, através de seu sangue vertido naquela cruz.
Eles não conseguem entender a profundidade do significado que tem textos como, por exemplo:

· Jó 34:12: Na verdade, Deus não procede maliciosamente; nem o Todo-Poderoso perverte o juízo.
· Salmos 25:10: Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para os que guardam a sua aliança e os seus testemunhos.
· Salmos 111:7: As obras de suas mãos são verdade e justiça; fiéis, todos os seus preceitos.
· João 8:32: e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
· João 14:6: Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.
Não levam em conta Ezequiel capítulo 18, onde Deus, de forma muito clara, diz que o pai não pagará pelo pecado do filho, assim como o filho não pagará pelo pecado do pai. Que cada um é responsável por seu próprio pecado, e que cada um será julgado por seu próprio pecado.

Esses “teólogos”, ao não levarem em conta Ez. 18, e fazem Deus um mentiroso, fazem de DEUS apenas um deus. Tiram de Deus toda sua soberania, e tiram do sacrifício de Cristo todo o poder de libertação.

Transformam palavras como 2ª Co. 5:17 (“
Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”) em frases de retórica, ou pior, em mentiras.

Essas pessoas transformam Deus em mentiroso e afirmam que não podemos ter a vida em abundância, prometida por Jesus em João 10, se não fizermos a quebra de vínculos, libertação, ou que nome venham dar.

Mas, parece que não entendem que Jesus afirma claramente que o diabo veio roubar, matar e destruir, Ele, no entanto, veio para trazer VIDA EM ABUNDÂNCIA. E Ele não fala em condicional, ao contrário, diz que dá sua vida pelas ovelhas.

É hora de deixarmos as “fórmulas milagrosas” que nos darão prosperidade e buscarmos a verdadeira prosperidade que está em Cristo Jesus, nosso senhor. Como diz o apóstolo Paulo:
“Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina, nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé, assim o faço agora.”. E em Apocalipse 22: 18 diz: “Porque eu testifico, a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro”

Cuidado! Com Deus não se brinca!

“Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” (Hb. 10:31)
A DEUS, E SOMENTE A ELE, SEJA TODA GLÓRIA, TODA HONRA, TODO LOUVOR E TODO PODER, PELOS SÉCULOS AMÉM!!!